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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Twitter, o poder moderno da opinião


     Depois de tanto tempo sem postar, eis que retorno com um assunto bem difícil de ser ignorado... isso mesmo, nos dias de hoje, não tem como falar de modernidade sem citar a internet, e não tem como falar de internet e não poder citar as redes sociais, e não há como falar de redes sociais sem citar... O TWITTER!
     É impressionante o poder que essa ferramenta tem. O passarinho tão amado e odiado se mostra a cada dia mais grandioso e assustador, com a capacidade que ele tem de erguer e derrubar uma pessoa, seja ela quem for, não importa, pode ser presidente, celebridade, jogador de futebol, político, atriz pornô, locutor de futebol, anônimo e até jornalista. Confesso que tenho muito medo dessas novas mídias sociais. Considero o twitter uma espécie de veículo nato do qual qualquer pessoa pode expor suas ideias e opiniões livremente, e põe livre nisso!! Nele, podemos desabafar sobre tudo o que estiver nos incomodando, algumas vezes nos exaltamos, mas quem se importa? As pessoas gostam!
     Lembro-me que há uns 10 anos atrás, quando não havia rede social, e a internet era para poucos, as pessoas pareciam andar como se estivessem com uma mordaça na boca, ou seja, todos com vontade de opinar sobre algo, mas sem oportunidade, e o twitter... Bem, ele veio para mudar isso. Hoje quando vejo manifestações como o CALA BOCA GALVÃO, me vem uma certeza, é como se as pessoas estivessem desabafando tudo o que queriam durante muitos anos (não suportar o Galvão) e não poder, e assim, ter a preciosa oportunidade somente agora, e a onda foi forte, mas tão forte, que o mundo inteiro, digo isso baseado em informações que li, tomou conhecimento de tão assustadora e grandiosa campanha como um desabafo, era como se o povo depois de anos estivesse dizendo uma espécie de: NÃO AGUENTO MAIS A GLOBO! Isso foi apenas um exemplo do que essa rede social pode "causar". #Medo
     Certa vez escrevi um texto para a faculdade, explanando mais ou menos o que a sociedade virou depois do twitter, “jornalistas anônimos”, siiim, porque todos querem opinar, manifestar sua criticidade, ponto de vista, divulgar notícias e por aí vai, sem contar que os próprios jornalistas se renderam há muito tempo, hoje, os profissionais da área em vez de sair para catar informações e montar sua matéria, ficam 24 horas por dia online, esperando alguma divulgação de artista, ou notícia bomba, ou barraco, ou anúncio de morte, gravidez de famosa e por aí vai. Afinal, ultimamente as notícias chegam primeiro na rede. Eles possuem uma espécie de mailing com o endereço de todos os artistas e pessoas renomadas que você possa imaginar, atrás do furo ideal. Isso eu não apoio, a notícia chega até ele sem esforço algum, pior, um minuto depois de um f5, você vê a sua “matéria” em todos os sites concorrentes. Para mim, um dos sentidos do jornalismo, é a autenticidade e esforço com que você gera a sua matéria, e isso, passou bem longe.
     O twitter está aí, mas é importante que você saiba utilizá-lo com responsabilidade e dedicação, não o considero mais somente uma diversão, virou coisa séria, mas infelizmente alguns espíritos de porco não entenderam o verdadeiro sentido da "brincadeira". Não sei se consegui passar tudo aquilo o que penso sobre o twitter, existem mais coisas, talvez eu conclua em uma futura postagem, mas por enquanto, é isso.

OBS: A propósito, meu twitter é @leilamartins

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Nova infância



     Outro dia, andando pela rua, me dei conta de um fato interessante ao reparar em uma coisa: As ruas estão vazias!! Calma, eu vou explicar. Diferentemente de alguns anos atrás onde olhávamos com muita facilidade a presença de crianças brincando, correndo, aprontando, enfim, inventando todo tipo de brincadeiras que podiam, hoje, não vemos mais isso, simplesmente, as ruas estão desertas, as nossas crianças sumiram! E por onde andam??
     Acredito que todos já saibam a resposta... Elas não estão mais nas ruas, mas sim, dentro de suas casas, brincando com seus Playstations, jogos 3D, ou então, na frente de seus computadores. Aí você me pergunta: Isso é bom ou ruim? Bom, sinceramente não sei o que dizer, mas só sei que as conseqüências pendem para os dois lados, tanto o bom, quanto o ruim!
     No meu tempo de criança, éramos mais inocentes, sabíamos bem pouco sobre atualidades, e nos interessávamos menos ainda por discussões adultas, as brincadeiras cotidianas eram o nosso refúgio para nos livrar das “chatices” do dia-a-dia, como estudar por exemplo. Os desenhos animados eram uma das nossas diversões preferidas, sem falar que os desenhos eram bem mais despretensiosos e ensinavam simples fantasias longe de nosso alcance, como nos esquecer a realidade e imaginar estar em lugares fantásticos (O fantástico mundo de Bobby). Coisas simples se transformavam em diversão, uma brincadeira de roda, banho de mangueira, pega-pega, pipa e até amarelinha, ou seja, as brincadeiras de verdade faziam a nossa alegria. Posso resumir que esta infância conheceu um lado ingênuo e que atualmente, as pessoas que a viveram, não conseguem se adaptar ou compreender o que se passa na cabeça das crianças de hoje.
     As crianças do século XXI não sabem o que é brincar de esconde-esconde, muito menos sabem pular corda, o dinheiro que antes era para comprar uma bolinha de gude, ou material para fazer pipa, hoje é gasto com horas em lan houses. Mas, independente das brincadeiras, o comportamento já não é mais o mesmo. Posso ser leiga no assunto, mas não precisa ser especialista pra entender que o amadurecimento precoce (nos dias de hoje, com 11 anos, as crianças querem ser adolescentes) se deve as mudanças da modernidade, tudo que se refere à tecnologia e informação está mudando a cabecinha delas desde cedo. O acesso ilimitado a internet é um deles, quanto mais liberdade elas tiverem as informações, mais ainda seus cérebros absorverão aquilo com mais facilidade, e assim, refletirá em um crescimento antecipado, que influenciará em seus comportamentos, modo de pensar e, por que não, em seus crescimentos.
     Não dá para dizer se a modernidade está fazendo bem ou não para as nossas crianças, claro que a inteligência e o desenvolvimento fazem uma grande diferença e também detalhes, como o fato de darem menos trabalho em não suar ou não sujar tanto as roupas e privar os adultos de algumas explicações (sabendo que a internet, é o pior lugar para se aprender certos assuntos), mas se esses mesmos valores se unissem a inocência que refletia em seus olhinhos de uma década atrás? Seria bem melhor do que os nerds sabichões em que se transformaram, os mesmos que dão aulas para os seus próprios pais sobre os avanços tecnológicos, ou os mesmos que passam o dia inteiro na frente de seus computadores fazendo não se sabe o quê, atrás de uma diversão que anos atrás só faria sentido quando encontrávamos nossos amiguinhos, para um dia inteiro de brincadeiras. Bendita infância que ficará guardada na lembrança de nosso passado, aceitemos, afinal, os anos são outros, e segundo a cronologia do tempo, as mudanças tendem a serem maiores daqui para frente. Medo da infância do futuro!